Diferenças de desenvolvimento e contextos educativos inclusivos
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
1 - Identificar o conjunto de competências por meio das quais a criança interage com o meio que a rodeia, numa perspetiva dinâmica, de
acordo com a sua idade, o seu grau de maturação, os seus fatores biológicos intrínsecos e os estímulos provenientes do ambiente.
2– Reconhecer o caráter permanente ou transitório de muitas situações de desenvolvimento de crianças que envolvem um conjunto
multidimensional de alterações: motoras, cognitivas, visuais e/ou auditivas.
4. -Definir e defender a educação inclusiva, nos seus princípios-chave.
5. - Explicar os princípios e componentes básicos do Regime Jurídico da Educação Inclusiva (DL54/2018)
6. -Adquirir e/ou desenvolver valores, atitudes, conhecimentos e competências que permitam uma relação interpessoal e uma prática
pedagógica inclusiva intencional e fundamentada. -
Métodos de Ensino
As aulas desta UC alicerçadas no modelo pedagógico da ESE organizam-se em torno de quatro tipologias: ensino teórico-prático,
orientação tutorial, trabalho de campo e seminários seguindo os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem. Trata-se de um
saber pedagógico que transcende e é transversal às várias áreas de desenvolvimento do currículo e se prende com a natureza do trabalho
de um profissional da educação.
No ensino teórico-prático é privilegiada a abordagem dos conteúdos programáticos numa lógica de desenvolvimento pessoal e social de
cada estudante e fundamentação de uma futura prática profissional de qualidade. Os seminários são uma oportunidade de os estudantes
contactarem com projetos e profissionais de referência no âmbito da educação inclusiva exigindo a participação ativa dos estudantes
focada na discussão produtiva sobre um tema específico, onde cada estudante é encorajado a expressar o seu ponto de vista, articular
ideias de forma clara e coerente, escutar e analisar diferentes perspetivas, levantar questões, e elaborar uma compreensão holística e
integrada do tema específico do seminário. Promove-se o contacto com contextos educativos inclusivos, com projetos em curso em
escolas e jardins-de-infância da região, através de trabalho de campo e análise documental (relatórios, estudos e artigos produzidos sobre
projetos e práticas de Educação Inclusiva) Na orientação tutorial, o acompanhamento desenvolvido pela docente junto dos/as estudantes,
individual e/ou em grupo, em contexto de aula (presencial) tem como finalidade apoiar e orientar os/as estudantes, esclarecer questões e
dúvidas, prestar aconselhamento e informações. -
Estágio(s)
Não
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Programa
1 – Caraterização das competências por meio das quais a criança interage com o meio que a rodeia.
2 – Alterações do neurodesenvolvimento, problemas comportamentais ou emocionais e superação das dificuldades na aprendizagem, na
comunicação, na interação social, entre outras. A importância da observação em contexto educativo
3 – As diferentes causas e manifestações da Paralisia Cerebral em crianças. A importância da acessibilidade.
4 - Conceito de educação inclusiva e princípios-chave. Âmbito da Intervenção Precoce em Portugal. Regime Jurídico da Educação
Inclusiva (DL 54/2018). Desenho universal de Aprendizagem e abordagem multinível. Relatório Técnico-Pedagógico (RTP). O trabalho de
equipa entre o educador/professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico, o docente de educação especial e as famílias.
5 – Projetos e profissionais de referência no âmbito da educação inclusiva em Portugal. A importância da formação. -
Demonstração de conteúdos
O conteúdo programático dos primeiros três tópicos ajusta-se ao objetivo de constituir com esta UC um espaço de conhecimento e
sensibilização para diferentes quadros de desenvolvimento da criança. O quatro tópico refere-se à tomada de consciência do papel do
docente no quadro atual da educação inclusiva em Portugal alicerçado num saber estruturado a partir do conhecimento científico e
pedagógico e da consciência das perspetivas legislativas, culturais, sociais e organizacionais relativas aos contextos educativos inclusivos.
O último tópico centra-se no conhecimento da realidade da educação inclusiva em Portugal e articula-se com o trabalho de campo e os
seminários com recursos a convidados de referência na área seja do desenvolvimento da criança seja da educação inclusiva. -
Demonstração da metodologia
Para que os/as estudantes possam atingir os objetivos de aprendizagem propostos é importante, por um lado, que as metodologias a usar
os/as impliquem ativamente no processo de ensino-aprendizagem, e, por outro, que os produtos de avaliação a construir reflitam esse
modo de trabalho e possam ser demonstrativos do que aprenderam. Considera-se que a leitura e partilha dos textos pedagógicos em
modo tertúlia permite uma abordagem contextualizada dos conteúdos, fazendo-os emergir para o debate coletivo. Ao mesmo tempo
também se proporciona a sistematização individual através do mapa conceptual. Outras tarefas associadas às temáticas trabalhadas
permitem igualmente essa apropriação e verificação das aprendizagens a nível individual, facultando a ideia de quem está a conseguir
acompanhar o trabalho e apoiar em tempo oportuno quem revela não estar. O processo de avaliação assume uma função formativa,
recorrendo ao feedback construtivo sobre as tarefas e produtos de avaliação e uma função sumativa que se traduz numa classificação final
que é partilhada com o próprio antes da efetiva sua publicação.
Perspetiva-se, assim, um isomorfismo entre o processo de ensino-aprendizagem adotado nesta UC e as práticas pedagógicas que se
espera que os estudantes venham a desenvolver na sua vida profissional futura. Espera-se que à semelhança do que se analisou e
partilhou em turma, os estudantes mantenham viva a vontade de analisar o seu trabalho docente de forma situada e contextualizada,
integrando os seus erros e fracassos num percurso norteado pela vontade de procurar (in)formação e/ou apoio que os ajude na definição
das opções e práticas pedagógicas verdadeiramente inclusivas. -
Docente(s) responsável(eis)
Sofia Gago da Silva Corrêa Figueira - 2.º Semestre
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Bibliografia
Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho. (Versão consolidada). (2018). Diário da República, n.º 129, Série I. Alterado pela Lei n.º 116/2019,
de 13 de setembro, e pelo Decreto-Lei n.º 62/2023, de 25 de julho.
DGIDIC & Direção de Serviços da Educação Especial e do Apoio Sócio-Educativo. (2008). Alunos com multideficiência e com
surdocegueira congénita: Organização da resposta educativa.
Lima, C.B. (2015) Perturbações do Neurodesenvolvimento. Manual de orientações. Lidel
Lobo-Antunes, N. (2015) Sentidos. O grande livro das perturbações do desenvolvimento e comportamento. Lua de Papel.
Mendonça et al. (2008). Alunos cegos e com baixa visão: Orientações curriculares. DGE
Min. Edu, & DGE. (2018). Para uma educação inclusiva: Manual de apoio à prática. ME/DGE
Rocha, A. (Coord.). (2017). Altas capacidades e sobredotação. ANEIS. DGE
UNESCO. (2006). Convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência
UNESCO. (2019). Manual para garantir inclusão e equidade em educação. UNESCO
Detalhes do curso
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Código
02102266
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
3.0
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Duração
Semestral
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Horas
9h Orientação Tutorial
8h Seminário
11h Teórico-Práticas
8h Trabalho de Campo
