Da Produção Científica à Comunicação Científica
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Conhecimentos de Base Recomendados
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Objetivos
Mobiliza literacias múltiplas na compreensão dos fenómenos do mundo atual: revela conhecimentos básicos nas várias áreas do conhecimento científico e tecnológico.
Gere eficazmente a informação relevante para a sua área académica e profissional.
Regula a sua ação de acordo com os princípios éticos e deontológicos da profissão.
Revela autonomia na abordagem e resolução de problemas.
Analisa e avalia fontes de informação de áreas específicas do conhecimento.
Utiliza uma linguagem científica apropriada a diferentes contextos e públicos.
Revela capacidade de reflexão sobre o papel dos media na divulgação e comunicação da ciência.
Analisa documentos de jornalismo científico, identificando a qualidade dos assuntos do ponto de vista científico e jornalístico assim como a credibilidade das fontes.
Elabora documentos de jornalismo científico.
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Métodos de Ensino
Tendo como ponto de partida fontes atuais e diversificadas de divulgação científica, procurar-se-á criar situações de envolvimento dos alunos na pesquisa e interpretação de textos científicos de modo a contribuir para o aprofundamento da sua literacia científica e matemática. A transformação do conhecimento científico em informação jornalística científica fiável será fonte de análise permanente ao longo das sessões de trabalho, constituindo um contexto facilitador para a aprendizagem da transformação destas linguagens. Estão previstas as seguintes situações de aprendizagem: a) Pesquisa documental e em base de dados; b) Discussão orientada de temas/textos/resultados de pesquisas; c) Análise e interpretação de artigos científicos e técnicos; d) Debate de tópicos propostos para discussão pelos alunos e o professor, designadamente online; e) Utilização da página da disciplina através da plataforma interativa; f) Elaboração de textos ou de produtos multimédia, visando a divulgação de aspetos da cultura científica a públicos diversificados.
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Estágio(s)
Não
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Programa
1. A comunicação de ciência:
1.1- Modelos de comunicação.
1.2- Caraterísticas de um comunicador de ciência.
1.3- A produção do conhecimento científico
2. As várias modalidades de jornalismo científico:
2.1- Tipos de periódicos e critérios distintivos: periódicos generalistas, sensacionalistas, populares e de especialidade. 2.2- Leitura, análise e revisão crítica de textos selecionados de “divulgação científica” em diversos tipos de periódicos e em livros/revistas confiáveis da especialidade.
2.3- Produção de textos de divulgação científica: critérios de transformação de um artigo científico.
2.4- Sensacionalismo e desinformação na comunicação de ciência
3. A comunicação de matemática
3.1- A matemática na imprensa: funções e dificuldades
3.2- O uso, não uso, mau uso e abuso que se faz da Matemática.
3.3- Noções gerais de análise, interpretação e visualização de dados
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Demonstração de conteúdos
Numa unidade curricular em que se pretende promover a comunicação e divulgação de ciência procurando desenvolver a cultura científica, numa perspetiva crítica de construção e divulgação de textos em suportes comunicacionais diversos, parece ser adequado apresentar não só os conceitos e critérios de divulgação de ciência através dos media, mas também as questões associadas à fiabilidade das fontes de informação em ciência, tecnologia e matemática e à recontextualização da linguagem científica, adequada a públicos diversos em suportes adequados.
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Demonstração da metodologia
As metodologias de ensino centram -se na atividade do estudante, tendo em consideração a sua formação para a literacia científica, vista não só como a apropriação de conceitos básicos sobre a construção do conhecimento científico nas suas várias dimensões, mas também a aquisição de instrumentos de análise crítica sobre a realidade que facilitem a intervenção cidadã. Privilegia-se a realização de atividades de discussão de temas científicos e sócio científicos que evidenciem as interações que a ciência e a tecnologia estabelecem com a sociedade. A diversidade de fontes e processos de pesquisa documentais, bem como a discussão de temas em fóruns online e/ou através de simulações com desempenho de papéis, constituem poderosas ferramentas metodológicas para atingir os objetivos enunciados. A flexibilidade de seleção dos assuntos em discussão visa responder aos interesses das/os estudantes, focando o papel dos media na comunicação de ciência.
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Docente(s) responsável(eis)
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Bibliografia
Blum, D., Knudson, M., & Henig, R. (2006). A field guide for science writers. New York: Oxford.\nBrake, M., & Weitkamp, E. (ed.) (2010). Introduction science communication: a practical guide. New York : Palgrave Macmillan. \nBuescu, J. (2007) O fim do mundo está próximo? Lisboa: Gradiva.\nBuescu, J. (2011) Casamentos e outros desencontros. Lisboa: Gradiva.\nCosta, A., Ávila, P. & Mateus, S. (2002). Públicos da Ciência em Portugal. Lisboa: Gradiva.\nCrato, N. (2007). Passeio aleatório. Pela ciência do dia-a-dia. Lisboa: Gradiva.\nDelicado, A., Rowland, J., Estevens, J., Truninger, M., Falanga, & Schmidt, L. (2020). Policy Brief CONCISE. Comunicação de ciência em Portugal: a perspetiva dos cidadãos. https://concise-h2020.eu/\nEntradas, M., Junqueira, L., & Pinto, B. (2020). Portugal: The late bloom of (modern) science communication. In T. Gascoigne, B. Schiele, J. Leach, M. Riedlinger, B. Lewenstein, L. Massarani & P. Broks (Eds.), Communicating Science: A Global Perspective (pp. 693-714). Canberra, Australia: ANU Press, The Australian National University.\nFiolhais. C. (2011) A ciência em Portugal. Lisboa: Fundação Francisco Manuel dos Santos.\nGranado, A., & Malheiros, J. (2001). Como falar com jornalistas sem ficar à beira de um ataque de nervos – guia para investigadores e profissionais de comunicação. Lisboa: Gradiva.\nGranado, A., & Malheiros, J. (2015). Cultura científica em Portugal: Ferramentas para perceber o mundo e aprender a mudá-lo. Lisboa: Fundação Francisco dos Santos.\nKaku, M. (2011). A física do futuro. Como a ciência moldará o mundo nos próximos cem anos. Lisboa: Editora Bizâncio.\nPaulos, J. (1997). As notícias e a matemática – Ou de como um matemático lê o jornal. Mem Martins: Publicações Europa-América.\nPereira, S. (2015). A matemática na imprensa portuguesa. Dissertação de doutoramento, Universidade do Porto. \nhttps://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/80086\nNational Academies of Sciences, Engineering, and Medicine (2017). Communicating Science Effectively: A Research Agenda. Washington, DC: The National Academies Press. \nSteiner, G. (Org.) (2008). A ciência terá limites? Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian-Gradiva.\nPinker, S. (2018). O Iluminismo agora – em defesa da razão, ciência, humanismo e progresso. Barcarena: Editorial Presença.\n\nPáginas online:\nCasa das Ciências Wiki. https://wikiciencias.casadasciencias.org/wiki/index.php/P%c3%a1gina_principal\nEU Science HUB. https://ec.europa.eu/jrc/en\nPortal da União Europeia. https://europa.eu/european-union/index_en\nSciComm4all. https://www.cerclefser.org/en/scicomm4all-presentation/\nThe Nobel Prize. https://www.nobelprize.org/\nThe Open Notebook. https://www.theopennotebook.com/\nUNESCO Natural Sciences. http://www.unesco.org/new/en/natural-sciences/ \nWorld Federation of Science Journalists — Course in Science Journalism.\nhttp://www.wfsj.org/course/\n\nRevistas (consulta através da b-on)\nPublic Understanding of Science. https://journals.sagepub.com/home/pus\nScience Communication. https://journals.sagepub.com/home/scx \nJournal of Science Communication. https://jcom.sissa.it/ \nNature. http://www.nature.com/index.html\nScience. https://www.science.org/\nNew Scientist. https://www.newscientist.com/ \nScientific American. https://www.scientificamerican.com/\n
Detalhes do curso
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Código
OP00032
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Modo de Ensino
PRESENCIAL
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ECTS
5.0
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Duração
Semestral
